quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

DIÁRIO DE BORDO - PARTE 1

DIA 1 (29.01)
Bom, o dia começou beeem cedo, dormi mau e quando chegamos no Porto, o meu embarque atrasou por causa de uns filipinos. Na fila de check-in conheci a Luana e a Taís, que junto com o Renan estão sendo meus helpers aqui. O Vision tá cheio de brazukas e eles ajudam bastante tb, demos uma volta com a Jolly, que é como se fosse a responsável pelo setor de housekeeping, conhecemos o nosso supervisor, Norman, um filipino muito gente boa, que tira sarro de tudo, e eu como não gosto né...
O difícil tá sendo entender o inglês de cada um, com muito sotaque, mas vi que aos poucos a gente se acostuma, agora estou indo para o RJ, vou dormir um pouco pq já são 22:40 e a minha escala saiu, pego à 1h da madruga até 1h da tarde, é bom que dá pra descer do navio de dia, qdo eu tiver tempo... A comida não eh tão ruim assim não.
Conheci meu companheiro de quarto, brazuca, e de Santos, Jonas. O lek aparenta ser gente boa, deu umas dicas e tals... Estou adorando!

DIA 2 (30.01)
Hoje já tivemos a escala, fiquei com um ucraniano no teatro do navio, mas não sei se vou me adaptar fácil, o teatro fica na proa do navio e nos decks 5 e 6, ou seja, balança muito. Fiquei meio enjoado, mas fiquei mais foi com dor de cabeça. O ucraniano, Kostiantyn, ficou tirando uma, saía toda hora pra fazer não sei o quê. O inglês dele é muuuuuito difícil de entender, com muito sotaque, toda hora ele falava um monte de coisa e perguntava se eu entendi, e eu respondia que não.
Quando a gente sai de um curso de inglês, pensa q já sabe tudo, que pode sair por aí falando com todo mundo, aqui eu vi que não é assim, aqui /tú/ é o que eu aprendi como /two/, e por aí vai. Após o trampo hj, ficamos um bom tempo no deck dos crews, que fica na popa do navio, é bem legal lá, dá pra ver bastante coisa ao seu redor. Como estávamos atracados no RJ, deu pra ver o Cristo Redentor um pouquinho longe, mas deus, agora vou dormir, pq daqui a pouco tenho q bater cartão de novo.

DIA 3 (31.01)
Bom, hj eu voltei a ficar com o ucraniano, que apelidamos de Schevchenko... Hj ele me ajudou mais, só parou pra tomar o chá dele, é costume. Mas aquele lugar balançou muito, pois ontem saímos do RJ e só amanhã que chegaremos em Salvador, ou seja, sea day, dia de navegação, em alto mar. Tive que vir na cabine pra tomar um remédio de enjôo, melhorou um pouco, depois que terminamos, fui fazer os decks 2 ao 5, o que parece q vai ser meu local definitivo, segundo o Dilly, o supervisor da noite, é legal ele, mas soh fala em inglês, e qdo vê q você não tá entendendo nd mesmo, faz mímica. Já estou andando sozinho pelo navio, conheço os principais lugares onde tenho que ir. Tivemos dois treinamentos hj, o bom é que foi durante o horário do trabalho, hehe. Amanhã chegaremos em Salvador, e o pessoal está combinando de descermos, vai ser bom... Até mais!

DIA 4 (01.02)
Hoje eu não fiquei com o Constantine, ele estava doente. Sozinho, fiz o Masquerade Theatre e depois os decks 2 ao 5, fui para meu break e depois fomos para a área da piscina, ajudar os pools attendants. Chegamos lá bem na hora em que o navio estava chegando em Salvador, depois fomos para o Drill, uma espécie de treinamento de emergência feito com a tripulação, que acabou quase na hora do nosso fim de trabalho. Descemos em Salvador, a impressão que deu é de um centro de Santos do tamanho de Salvador, a cidade e muito suja e cheira a acarajé por todo lado, fomos na praia da Barra, meio esquisita, prefiro as do Guarujá. Já no Elevador Lacerda, descemos pra cidade baixa e fomos no Mercado Modelo e comprei 2 postais da cidade. Ainda em Salvador fiz a primeira ligação telefônica para minha mãe! Foi legal conhecer Salvador... Yeah!

DIA 5 (02.02)
Hoje o dia foi tranquilo, durante a hora de trabalho eu fique nos mesmos lugares que antes: Mascarede Theatre e Decks 2 ao 5. O Dilly não gostou de que eu comecei pelos decks e depois fui para o Mascarede, mas foi o que o Norman havia falado antes... Após o horário de trabalho, fomos para a cabine do Rennan, onde vimos TV e comemos chocolate. Depois de uns 30 min, cada um foi para sua cabine, pois estamos muito cansados porque não dormimos quase nada para poder descer em Salvador...

DIA 6 (03.02)
Ontem o Norman, um dos meus 3 supervisores, disse para hj eu seguir meu Cleaner Card, mas qdo eu fui começar o horário de trabalho, o Dilly disse para mudar, e fazer o que eu já estava fazendo, o Mascarede Theatre e os decks 2-5. Terminei as 7h, fui para o break e quando voltei o Norman já estava lá, mandou eu, o Rennan, a thais e o Rafael para a piscina, lavamos cadeira até a hora do nosso segundo break, que foi das 11h as 12h, e o Norman deu a ultima hora de trabalho livre para nós. Agora estamos em Buzios, aqui não tem porto, o navio fica ancorado e barquinhos levam os passageiros e tripulantes para a cidade, descemos eu, o Rennan, a Thais e o Deivide, fomos em uma praia, ficamos um tempo e depois demos uma voltinha pela cidade, bem bonitinha. Aproveitamos para comprar umas guloseimas e acabamos perdendo a noção da hora, pois tínhamos treino as 5h, chegamos as 16:55 no navio, só deu tempo de trocar de roupa e correr pra deck 6, chegamos alguns minutos atrasados. Agora que o treinamento já terminou, estamos cada um em sua cabine, vamos dormir um pouco pq daki a pouco começa tudo de novo...

DIA 7 (04.02)
Dia mais que perfeito, estivemos em Ilhabela e fomos à um clube onde tem internet wifi, pude conectar um pouco e ficar sabendo das novas, conversei com o Léo, o Felipe e o Adilson, lá da igreja,foi bom, mas deu vontade de estar com eles. Mas Deus sabe o que faz, ainda se passou apenas uma semana. Depois a net caiu e não deu pra conversar mais. Voltamos para o navio e só fomos começar a trampar as 3h pq amanhã é lugage em Santos e o trampo é maior, desembarque de manhã e embarque a tarde...

DIA 8 (05.02)
O lugage não foi tão ruim como estavam falando, foi corrido, mas não tããão cansativo. Terminamos as 5h, fiquei vendo o navio sair do porto de Santos e pude conversar um pouco com minha avó. Depois fomos eu e o Rennan na Lavanderia, pois tínhamos que lavar as nossas roupas e uniforme. Fui dormir bem tarde, já vi que amanhã, outro lugage, vai ser um daqueles dias...

DIA 9 (06.02)
O lugage do Rio de Janeiro é mais tranquilo que em Santos. Se em Santos embarcam 1000 ou 1300 passageiros aproximadamente, no Rio são só uns 500. Mas não é pelo número de passageiros que se mede o tamanho do nosso trabalho, e sim pelo numero de malas que cada hóspede traz. Tem gente que tanta coisa, que a mala dele, pra passar 7 dias, é maior que a minha, que vim para passar 8 meses! Mas enfim, em umas 2 horas terminamos tudo, e já estava na hora em que terminávamos o expediente. Cheguei na cabine, tomei um banho e dormi que só acordei as 23:30...

DIA 10 (07.02)
Para que o tempo não passa aqui dentro dessa banheira gigante que flutua. Só estou aqui há 10 dias, mas parece bem mais tempo. Já estou me acostumando com o serviço, não preciso mais de instruções sobre o que tenho que fazer ou não, só quando sou mandado para outra área. Já consigo compreender melhor o Norman e o Kostiantyn. Ontem o navio balançou muito, parece que o mar entre o Rio de janeiro e o Espírito Santo e mais agitado do que o resto da costa brasileira. Me deu náuseas mais fortes que o costume. Mas depois passou quando eu fui tomar café. O café aqui é coisa de louco, nunca que eu em casa iria tomar café da manhã com frutas, pães, ovos, bacon, suco de laranja, iogurte e cereal. O Rennan se pesou e disse que já engordou quase 2 quilos. Nem quero ver se eu engordei ou não. Talvez amanhã a gente começe a malhar, se a preguiça e o sono deixarem...

DIA 11 (08.02)
Hoje estamos em Salvador, não iremos descer, temos treinamento das 13h as 14h30. Hoje teve drill, que é uma espécie de treinamento em caso de emergência. Fui para a minha Muster Station e fui designado para fazer parte de um grupo responsável por evacuar um certo deck e depois ligar para a ponte de comando confirmando a evacuação. Não deu pra começar a malhar, talvez amanhã a gente vá. Aqui em Salvador não tem horário de verão, então na noite em que saímos do Rio de Janeiro temos que atrasar 1h, e na noite em que saímos daqui, adiantamos 1h, por isso essa noite eu vou trabalhar uma hora a menos o que vai me deixar mais corrido do que antes...

DIA 12 (09.02)
Dia de ‘sea day’ é tranquilo, mas quando se tem 1h a menos não. Fiz o teatro normal, mas quando cheguei nas escadas tive que correr, senão não ia ter break as 7h, o horário em que eu gosto de fazer o primeiro break. Após o break das 7h, o Norman me mandou para fazer a área do ‘cleaner card’, mas eu só tinha ido lá uma vez, me perdi neh, fiz nem sei o que, acabei parando em frente a cabine do capitão! Depois do segundo break, o Norman me mandou fazer um doble check no teatro e nas escadas, foi bom pq deu pra fazer o que não tinha sido feito. As 10h foi ‘pay day’, agora já tenho dinheiroo! Dólares!!! A tarde foi tensa, dois treinamentos e após os treinamentos eu e o Rennan fomos colocar dinheiro nos nossos cartões. Após isso eu vim pra cabine, vou tentar ler um pouco e depois dormir. Fuiz!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Algumas Palavras...

Bom gente, estou aqui para informar que me mudaram (de novo!) de navio. Agora vou para o "Vision of the Seas" e embarcarei apenas um dia antes, dia 29/01/11, em Santos mesmo. Por um lado foi bom, pois sei que um amigo que fiz durante o processo de embarque estará nele também, e o itinerário dele é melhor que os dos outros dois navios para o qual eu ia. Agora eu fico mais tempo no Brasil, mas depois, quando o navio for para a Europa, ficarei entre o Mediterrâneo e o Mar Báltico, passarei por 22 países, entre eles: Alemanha, Irlanda, Inglaterra, Espanha, Portugal, Dinamarca, Suécia, Polônia, Egito, Israel, Itália...
Tá chegando o dia, só faltam 2!!! Na segunda já tive a minha despedida com o pessoal do futebol, foi legal, marquei 2 gols e me despedi dos que já não ia ver mais. Agora estou aqui nos últimos detalhes da viagem de 9 meses. Antes do embarque vou tentar postar ainda... 
A dica de hoje é o blog da Joice, New Life on Board, que embarcará no Vision tb.
See you latter!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O PROCESSO TODO

Estava no quinto estágio do curso de inglês quando resolvi preencher o formulário de uma empresa cuja função é contratar funcionários para companhias de cruzeiros. Já havia tentado antes, sem sucesso. E, mesmo que fosse chamado, a faculdade não deixaria que eu me ausenta-se por seis, oito ou dez meses, o período básico de um contrato em um navio de cruzeiros.
De fato, já havia até esquecido deste projeto, o que reacendeu o desejo de ingressar nessa área foi que, em uma certa manhã de sábado, ao chegar para mais uma aula de inglês, meu amigo Weslley (hoje no Costa Victoria) informou-me que havia sido chamado para uma entrevista, e aconselhou-me a fazer um cadastro também. Como já havia feito o cadastro antes, apenas atualizei meus dados, informando que já havia terminado a faculdade de Letras, que cursava à época do cadastro. Foi tudo muito rápido, em menos de dez dias eu já havia sido chamado para uma entrevista – em inglês –, havia sido aprovado e estava fazendo os cursos de “Vida a Bordo”, que é basicamente sobre os procedimentos de embarque e desembarque, normas contratuais, problemas médicos, descrição da posição, salários e toda a rotina de um tripulante em um navio de cruzeiro, e o “Específico”, que é voltado para o departamento que você pretende atuar. Pois muitas vezes o candidato tem conhecimento e experiência na área que foi aprovado, mas nem sempre suficientes para os padrões exigidos em um navio de cruzeiro, esse curso serve para informar como é a rotina de trabalho a bordo e também prepara para a entrevista final com a companhia contratante, lhe proporcionando melhores chances. Também já sabia a minha função e a minha companhia: eu seria cleaner na Royal Caribbean International.
Dezesseis dias após a primeira entrevista, já havia feito os cursos e estava diante do entrevistador da companhia, um dos responsáveis pelo recrutamento no Brasil. Devido ao nervosismo, muitas palavras me fugiram na hora, fato que me deixava ainda mais nervoso e que me fez crer que não seria aprovado. Deram o prazo de uma semana para que chegasse a resposta, via e-mail. Quando abri minha caixa de correio eletrônico não acreditei com o que lia, estava aprovado. Começaria então uma nova correria, a do passaporte, do STCW, dos exames médicos necessários e de toda documentação, em poucos meses eu estaria embarcando em um navio em alguma cidade do mundo.
Alguma semanas depois, recebi o e-mail com a minha data de embarque e o nome do meu novo lar, embarcaria dia 13/03/2011 no Mariner of the Seas. Nesse tempo, fui ao posto da Polícia Federal para tirar o meu passaporte. O atendimento foi super rápido, cerca de dez minutos. Isso ocorre porque, antes, é necessário o preenchimento de um formulário no site da Polícia Federal e a ida ao posto, com hora marcada, é apenas para a confirmação de dados e coleta de assinatura e digitais. No prazo estabelecido, sete dias, estava pronto o meu passaporte.
Como fui contratado por uma companhia americana, eu precisava de um visto americano para tripulante de navio, o C1/D, um visto emitido pelo Consulado dos Estados Unidos para tripulantes de navios de cruzeiro. Na realidade este visto são dois, pois o C1 é um visto de trânsito, que assegura ao tripulante de navio permanecer 72 horas em solo americano sem a necessidade de visto de turismo e o visto D é o visto destinado a marinheiros e tripulantes de navios. E caso seu navio tenha o território americano como ponto de parada, este visto se torna obrigatório também. Pelo mesmo método do passaporte, foi necessário o preenchimento de um formulário on-line, onde, dentre tantas outras perguntas, tive que responder se estava indo aos EUA para me prostituir, se tinha me prostituído nos últimos dez anos, se já participei de processos de tortura, se já me juntei com grupos de milícias, narcotráfico ou terrorismo, se pretendia me juntar a tais grupos e se sabia manusear armas de fogo. Foi marcada então, uma data para que eu fosse ao Consulado Geral Americano fazer a entrevista.
De 6 a 9 de dezembro/2010 foi o meu STCW, sigla de Standards of Training, Certification and Watchkeeping for Seafarers (Normas de Formação, Certificação e Serviço de Vigia para os Marítimos) que no bom português virou CBSN (Curso Básico de Segurança em Navio). O objetivo do curso é “qualificar o aluno, não tripulante, para tarefas a bordo de navios de passageiros, dando-lhe conhecimentos básicos sobre medidas de segurança a bordo, de acordo com algumas regras e normas”. São 34 horas, divididas em 4 disciplinas: “Segurança Pessoal e Responsabilidade Social”, “Primeiros Socorros Elementares”, “Prevenção e Combate a Incêndio (teoria e prática) e “Técnicas de Sobrevivência Pessoal e Procedimentos de Emergência (teoria e prática)”. Para ser aprovado, o participante precisa obter de nota igual ou superior a 6,0 (seis) em uma escala de 0 a 10 na avaliação teórica, ter uma frequência mínima exigida de 90% do total das aulas, ser aprovado em prática de salvatagem e sobrevivência que consiste em: “saltar de uma plataforma de 3m, utilizando colete salva-vidas”, “nadar 15m com colete salva-vidas”, “permanecer flutuando por 10 minutos”, “praticar o acesso a partir da água para a embarcação de salvamento utilizando colete salva-vidas”, “ser aprovado em prática de combate a incêndio que consiste em combater incêndio de pequenas proporções utilizando extintores e mangueira”. Graças a Deus fui aprovado, e o salto da plataforma de 3m não foi tão difícil assim.
Marcaram então o dia da consulta médica, no próprio escritório da Infinity Brazil tem um setor médico. Chegando lá algumas pessoas aguardavam o atendimento, a maioria não era de primeiro contrato, e foi bom conversar com essas pessoas, eles te dão muitos feedbacks que ajudam muito. Na minha vez, após preencher alguns formulários da própria Royal Caribbean, a médica fez algumas perguntas sobre determinadas doenças, se eu já tive ou se alguém da minha família teve, respondi tudo não. Logo depois colhi a amostra para o exame anti-dopping. Fiz a maioria dos exames solicitados na rede pública de saúde (SUS), paguei apenas por 2, pois esqueci deles e tinha que ter logo o resultado. E acabava essa etapa pra mim.
Como estava perto o dia da entrevista no Consulado Americano, fui na Infinity buscar os documentos que eu teria que apresentar lá no Rio de Janeiro, já que no Consulado de São Paulo não tinha mais vagas. Foi quando reparei que algo estava errado na minha carta de embarque, lá marcava “Splendour of the Seas”, falei pra eles que estava errado, que eu iria pro “Mariner of the Seas”, foi quando fui informado de que haviam me mudado de navio, e que tinha adiantado minha data de embarque, não embarcaria mais dia 13/03/11, embarcaria dia 30/01/11, havia perdido quase 45 dias! Fiquei meio triste, pois já conhecia uma galeria do Mariner e já gostava do navio.
Chegou então o dia da entrevista no Consulado Geral Americano, na cidade do Rio de Janeiro, que foi super tranqüila. Em inglês, o entrevistador perguntou-me por que eu queria o visto, qual a companhia que eu iria trabalhar, o nome do navio, a posição que eu iria exercer no navio, quanto eu iria ganhar, se esse valor era por mês ou por semana e qual o motivo que me fazia ir trabalhar em navio. Depois de uma semana meu passaporte chegou com o visto de um ano, o que me deixou triste, já que a todos que eu conhecia estava ganhando 5 anos.
Nos últimos dias de dezembro/2010, fui em um posto de saúde perto de casa para tomar as vacinas de febre-amarela e anti-tetânica, descobri que tinha uma vacina atrasada, levei mais um furinho no braço. Logo no início de 2011 fui no posto da ANVISA em Santos para tirar a minha certificação internacional da vacina de febre-amarela, pois todo viajante que sai de um país com foco da doença tem que ter essa certificação, e principalmente quem vai para a Europa. Fui super bem atendido, atendimento que, aliás, foi super rápido e eu já saí de lá com a certificação.
            Bom, esse foi o meu processo, não sei, deve variar um pouco de agência para agência e de pessoa para pessoa, mas não foge muito. Espero ter ajudado alguém que queira entrar para o mundo de tripulante e não sabe ainda os procedimentos. Agradeço a amiga Robertinha, que embarcará no Splendour of the Seas também, só que uma semana depois que eu, ela também mantém um blog que conta tudo sobre como está sendo o processo dela, vale a pena conferir: VIDA DE TRIPULANTE.